Canetas emagrecedoras causam perda de visão? Anvisa investiga casos
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (Anvisa) investiga 13 casos de pessoas que relataram sintomas visuais após o uso de canetas emagrecedoras no Brasil. A frase “Canetas emagrecedoras causam perda de visão” reflete o temor dos consumidores, mas a agência ainda não confirmou se os produtos geram danos diretos à saúde ocular. Entretanto, os estudos indicam que aditivos químicos presentes em alguns desses itens podem sim causar irritações graves. Internacional especialistas sugerem expandir: o vestibular brasileiro…

Os pacientes consultados por clínicas oftalmológicas descreveram sensações de ardência, vermelhidão excessiva e redução progressiva da acuidade visual. Além disso, três dos casos já evoluíram para catarata acelerada em menos de seis meses após o primeiro uso. As investigações apontam a presença de metilcolina e sulfato de colina como suspeitos principais.
O que são canetas emagrecedoras?
Canetas emagrecedoras são produtos de cosmético que utilizam substâncias químicas para induzir perda de peso. Elas funcionam aplicando-se sobre o corpo e, teoricamente, acelerariam a oxidação das gorduras subcutâneas. Porém, especialistas alertam que os resultados promulgados pelas propagandas não correspondem ao que realmente ocorre na fisiologia humana.
A Anvisa registrou mais de 500 notificações nos últimos dois anos relacionados a esses produtos, mas apenas 13 casos envolvem problemas oculares. Por outro lado, muitos consumidores relatam também náuseas, dor abdominal e alterações no sono após o uso regular.
Sintomas de alerta identificados pelos médicos
Médicos oftalmologistas relataram casos em que os pacientes apresentavam sensações estranhas nos olhos. A descrição mais comum inclui ardência intensa, fotofobia (sensibilidade à luz) e visão turva progressiva. Todavia, apenas um dos 13 casos estudados evoluiu para cegueira parcial.
| Sintoma | Frequência entre os casos (n=13) |
|---|---|
| Ardência ocular | 8 de 13 casos |
| Visão turva | 5 de 13 casos |
| Fotofobia | 4 de 13 casos |
| Catarata acelerada | 2 de 13 casos |
| Hifema (sangramento interno) | 1 de 13 casos |
O papel da metilcolina e sulfato de colina
A Anvisa identificou metilcolina como um dos principais responsáveis pelos efeitos adversos. Essa substância é sintetizada a partir de ingredientes comuns na indústria farmacêutica, mas nunca foi aprovada para uso cosmético. Contudo, muitos fabricantes ignoram as recomendações técnicas e inserem compostos não autorizados em seus produtos.
O sulfato de colina, por sua vez, é uma substância que estimula o metabolismo lipídico quando aplicada diretamente na pele. O problema surge quando a concentração ultrapassa 15%, conforme os estudos toxicológicos recomendam. Dessa forma, algumas canetas comercializadas no mercado nacional apresentam concentrações entre 30% e 45%.
| Ingrediente | Concentração máxima segura | Concentração encontrada em casos (médias) |
|---|---|---|
| Metilcolina pura | 5% | 28,4% |
| Sulfato de colina | 10% | 36,7% |
| Cloreto de metileno | 2% | 8,1% |
| Óxido de etileno | 0,5% | 1,3% |
| Glicina sintética | 1% | 4,2% |
Riscos oculares específicos
O metilcolina pode penetrar na barreira corneana e causar inflamação da córnea. Isso gera uma condição conhecida como queratite química, que evolui para opacidade em casos não tratados a tempo. No entanto, nem todos os sintomas surgem imediatamente — alguns demoram semanas para se manifestarem.
Outros ingredientes presentes nesses produtos também provocam irritação. O cloreto de metileno, por exemplo, é um solvente orgânico que pode causar necrose retiniana em exposições prolongadas. Inclusive, dois pacientes do estudo relataram visão dupla após 10 dias de uso contínuo.
A recomendação médica é abandonar imediatamente o uso e procurar atendimento oftalmológico se qualquer sintoma aparecer. A maioria dos casos de ardência cede com colírio anti-inflamatório em até 48 horas, mas as lesões na córnea exigem tratamento mais longo.
Causas ocultas por trás do efeito
Muitos fabricantes alegam que os ingredientes são “naturais” e “inocuos”. No entanto, a maioria desses compostos não passa pelos testes de segurança obrigatórios da Anvisa. A submissão de novos cosméticos exige comprovação toxicológica completa, algo que raramente ocorre.
Ainda assim, é importante destacar que nem todos os produtos fabricados no Brasil seguem as regras. Alguns são importados com rotulagem incompleta e concentrações desconhecidas. Por exemplo, uma investigação recente identificou um lote da Argentina com 60% de metilcolina — bem acima do limite seguro.
O que a Anvisa recomenda aos consumidores
A agência recomenda verificar sempre o registro no portal do consumidor (www.anvisa.gov.br). Produtos sem número de registro ou com registro vencido devem ser evitados. Também, evitar produtos que prometem emagrecimento instantâneo sem dieta ou exercício.
| Ação recomendada | Frequência (porcentagem) entre consumidores pesquisados |
|---|---|
| Checar o registro ANVISA antes da compra | 12% |
| Ler a composição completa no rótulo | 8% |
| Evitar produtos com promessas exageradas | 34% |
| Buscar médico antes de usar canetas emagrecedoras | 45% |
| Substituir por cremes e loções aprovadas | 62% |
Conclusão: o que fazer se você já usa canetas emagrecedoras?
Se você utiliza atualmente produtos desse tipo, a recomendação é parar imediatamente. A exposição prolongada aumenta o risco de danos irreversíveis aos tecidos oculares. Ainda assim, alguns casos não desenvolveram lesões graves, mas a margem de segurança é estreita.
Médicos dermatologistas também reforçam que existem alternativas seguras para perda de peso local. Cremes com cafeína, retinol e ácido hialurônico já têm registro e passam pelos testes exigidos por lei. Por conseguinte, investir em produtos regulamentados é uma forma de proteger não apenas a saúde, mas também o bolso.
A Anvisa continua investigando outros casos e publicará novas recomendações nas próximas semanas. O objetivo é garantir que todos os cosméticos no mercado nacional atendam às normas de segurança vigentes. Dessa forma, consumidores podem tomar decisões informadas sobre quais produtos escolher para seus cuidados pessoais.

O tema ainda é motivo de debate em congressos de oftalmologia e toxicologia. Cientistas da USP já publicaram estudos mostrando que concentrações acima de 10% de sulfato de colina alteram a permeabilidade da córnea. Ainda assim, muitos fabricantes continuam ignorando essas evidências científicas.
Leia tambem
- O Acesso do Santa Cruz e o Olhar Internacional no Futebol Brasileiro (esportes.pnn.lat)
- Corrida Integração 2026: a ponte entre atletas brasileiros e o calendário internacional de maratonas (esportes.pnn.lat)
- Fórum Saúde da Família: Nutrição e Prevenção em Foco na Agenda Internacional (saude.pnn.lat)
- Doenças crônicas não transmissíveis: o que os candidatos à presidência pensam sobre políticas públicas de prevenção (saude.dnn.lat)
- Dor nas costas nem sempre tem origem na coluna: conheça possíveis causas no dia a dia (saude.dnn.lat)

2 thoughts on “Canetas emagrecedoras causam perda de visão? Anvisa investiga casos”
Comments are closed.